"ALMA NA ARTE DA POESIA"

TEMA: OUTONO NOSTALGIA

Edição: LuliCoutinho
Arte e Formatação: JoiceGuimarães

 

Recordo-te como eras no último outono.
Mais além de teus olhos ardiam os crepúsculos.
Folhas secas de outono giravam em tua alma.
Pablo Neruda

 

Participações dos associados do Grupo:

Luli Coutinho/ Odir, de passagem (2)/ Maria Thereza Neves/ Naida Terra/ José Ernesto Ferraresso/ Nidia Vargas Potsch/ Falcão SR/ Theca Angel/ Sonia Pallone/ Maria Luiza Bonini/ Katarina Madeira/ Cibele Carvalho/ Candy Saad/ Tarcísio R. Costa/ Marly Caldas/ Maria Tomasia/ Hilda Persiani/ Eda Carneiro da Rocha/ Humberto - Poeta/ Ceres Marylise/ Véra Lúcia de Campos Maggioni®/ Madalena Gomes/ Sapeka/ Rivkah Cohen/ Ataíde Lemos (2)/ © Marilena Trujillo/ Auber Fioravante Jr/ Itana Goulart/ Tereza da Praia/ Dioni Virtuoso/ Celina Miranda

Convidados pelo Grupo Alma:

Odete Ronchi Baltazar/ Paulo Silveira de Ávila/ Erondina Sampaio/ Vuch@/ Sonia R./ Luiza Porto/ Gislaine Canales/Hilda Rosa/ Ervin Figueiredo/ Cássia Vicente/ Elisa Távora Niess Pokk/ Anna Peralva/ Wilton Almeida Reis

 

 

Outonal
LuliCoutinho

Outono de céu estonteante
Que provoca o ardor aos eternos amantes
Fecunda as estrelas, tal jóias brilhantes,
Povoando o imenso e inatingível horizonte.

Olhando este céu de pátina...
Vislumbro a beleza das cores
Parece pintura em tela abstrata,
Colorindo em volta, a lua prata.

Oh, natureza...Por tudo é beleza!
Dos ventos que fazem da brisa carinho
Das brumas suaves que atiçam o amor.

Com minha alegria admiro este céu
Que já transpassou a tristeza, meu véu,
Beijando meu rosto num suave serenar.




OUTONO
Odir, de passagem


Guardo comigo, em cantos esquecidos,
as consumidas cópias de meus cantos
felices, que te fiz em tempos idos,
quando os nossos carinhos eram tantos!

Meus guardados, porém, estão perdidos,
do passado cobertos pelos mantos!
Das nossas sensações, nossos sentidos,
sobram-me sensos de sofridos prantos.

Ó tempo que se foi, como conturbas
antigas primaveras, dando entono
às cousas vãs e, vago, me perturbas!

Deixei minhas lembranças no abandono
e vens das horas nas horrentes turbas,
a me fazer pensar em ser outono!

JPessoa, 11.03.2011



Sonhos de Outono
Maria Thereza Neves

Quando o sol cansado desce
nos sonhos de outono
boceja nas ondas do mar
sopra beijos de espumas
se perde no entardecer das
folhas
na desfocada névoa da noite
no alarido dos pássaros
espanta o verde florir da
primavera
e neste entardecer, esfria as
chamas do sol
colorindo de amarelo os sonhos
do outono
em espiral se perde na
imaginação
no vibrar dos sentidos
na leveza do cair das folhas.




OUTONO NOSTALGIA
Naidaterra


Uma brisa chegou mais fria,
o aroma das flores não sentia,
nem mesmo a passarinhada eu ouvia...
Foi-se o verão risonho
deixando-me séria e tristonha...
Amanheceu outono e estou sozinha...




Chega o Outono
José Ernesto Ferraresso

Depois da flores e cores,
repleta de amores e belezas descritivas,
chega o Verão,
aguardado com emoção.

O tempo passa, enfim,
chega o vento,
e acontece outro momento,
de garoa fina, brisa e de folhas que caem.

Princípio do Outono,
cenário de poesia
e imaginação e com a luz do sol,
instantes de emoção.

Este cenário modifica nossa calma,
há mudança do tempo
e as noites esfriam,
unidas ao vento e chuva a paisagem transforma.

E eu, lembro de você...
Do melhor Outono
que passei na vida.

Serra Negra
12/03/11




Outono em Chamas...
Nídia Vargas Potsch
(Indriso)


Folhas douradas despencadas, caídas,
Terra se preparando para renovação...
Emoções derramadas, poesia inacabada

Que na lembrança ousou permanecer.
Chamas de um amor embriagador
Que volta e meia teima em ressurgir do nada.

Falso brilho ilusório, assombra o querer.
Outono, revive nostalgia de sonhos abissais...

@Mensageir@
Rio, 12/03/2011




OUTONO
Falcão S.R - RJ


Outono de sol ameno
Folhas douradas ao vento
Belas tardes coloridas
Que faz a vida mais linda.

Outono de céu azul
Jardins calmos iluminados
Onde desfilam felizes
Os casais apaixonados.

Os nervos vão relaxando
Meus olhos estão fechando
Santa paz da natureza
Dando um banho de beleza.

Sinto a brisa em meu rosto
Esquecendo meus desgostos
Ao ver crianças sorrindo
Pois não existe nada mais lindo.

A sombra da árvore amiga
Deito meu corpo cansado
Durmo um sono abençoado
Repousando sobre a relva
Meus cabelos prateados.

Desperto vendo do céu cintilar
Um lindo manto de estrelas
E todos encantos da lua
Que existe em teu meigo olhar.

www.projetomorrodosape.com.br



OURO DE OUTONO
Theca Angel

Ouro do outono e das mil folhas caídas...
Esvoaçantes em danças, levadas pelo vento
que pelas frestas já não empurram o tempo,
aproximando o inverno das folhas perdidas...

Folhas de ouro tintas, fantasmas presentes...
Tons esmaecidos em seus restos de pinturas.
Jazem no asfalto úmido das ruas esquecidas
dissolvem-se nas águas, pulverizando agruras!

Ouro de mais um outono, folhas de cada vida.
Prefácio de uma hibernação pressentida.
Sons de recolhimento em águas de meditação,
pausa no lapso em que se esvaem as emoções.

Folhas de outono por mim recolhidas
entre páginas de um livro jazem ressequidas.
Em um caleidoscópio de imagens resumidas,
Eternizando amores e ilusões perdidas!




"...Ah, o outono em minha vida...
Cores e expressões
que desenham agora
meus caminhos...
Chegarei ao inverno?!?
Não sei.
Silêncio...
Apenas o sussurrar entre as folhas..."

Sonia Pallone



NOSTALGIAS OUTONAIS
Maria Luiza Bonini

Em meus dias outonais
Observo da vida o que não percebo
Nas pequenas coisas, como u'a magia
Que me conduzem a bucólicos florais

Em meus dias outonais
Sinto o vento a me trazer ternas lembranças
Revivendo os tempos bons que fui criança
E a triste certeza de que não voltam mais

Em meus dias outonais
Sou tomada por momentos de agonia
Quando chega a incurável dor da nostalgia
Revelo meus sentimentos, em tristes madrigais




Outono Dourado...
*Katarina Madeira*

Outono dos sonhos desbravados
Deixas que as folhas por ti esvoacem
Embaladas pela brisa suave do vento
Num sussurro deslumbrante
Num estonteante dourado

Outono das lembranças
Das nostalgias vividas
Dos chuviscos que já espreitam
Das primaveras que ficam

Outono reluzente
Deslumbrante, transparente
Vens com folhas estaladiças
Trazes contigo o teu cheiro
O cheiro a terra molhada

Terra nossa tão bravia
Terra amada... cotovia
Aves que migram sem fim
Sol que se esconde de mim

Outono que deixas pra trás
A alegria do Verão
Trazes espreitando o Inverno
Num doce embalar sereno

Ah... Outono....




OUTONO
Cibele Carvalho

Uma paisagem de calma
invade a natureza;
a folhagem amarelada
veste as árvores de beleza.
As almas em recolhimento
despedem-se do calor,
e todo o movimento
gerado pelo verão
dá lugar a um sentimento
de calma e meditação.
Meu coração, ao contrário
do ciclo da natureza,
conserva-se vigoroso,
atento e amoroso.
O calor do verão permanece
e meu corpo todo se aquece
pela sua influência.
Eu não mudo de estação.
A força da minha paixão
garante-me a permanência
de um constante verão.

RJ, 16/03/11



Momentos de outono
Candy Saad

Como um intempestivo amor
que chega cativando o coração
Chegou o nostálgico outono
com um ventar que sopra sutil
Como sedas carinhosas
Tocam os sinos de vento
que cantam um lamento...
Acabou o perfume das flores
Só restou um olor seco
levado pelo vento...
Caem as folhas mortas
Rolam em abandono
acinzentadas,amareladas
Tristes e desgarradas
A natureza toma um ar bucólico...
Para completar o ciclo natural
folhas mortas adubam a terra
para a próxima primavera.

Publicado no Recanto das Letras em 16/03/2011
Código do texto: T2851708



Outono
Tarcísio Ribeiro Costa


Eu sou o outono,
Pareço-me estático,
Sem brilho e sem cores,
Mas, como as outras,
Sou, também, estação,
Não sou o inverno,
Mas tenho manhãs de frio
Não sou o verão,
Mas tenho tardes de calor,
Não sou a primavera,
Mas tenho as minhas flores,
Sou o momento da reflexão
Estão comigo a sombra dos amores.
Eu sou saudade, sou contradição,
Sou a estação sem cores,
Sou o limbo da ilusão.
Vivo a expectativa da transformação,
Não sou indiferente às mudanças do tempo,
Pareço-me silencioso como a incerteza,
Mas sou realidade, esperança e ação,
A consciência do limite da beleza.
 

no outono folhas caem
e com elas vão amores
saudades
alegrias
tristezas
no chão caídas
acabam esquecidas
no inverno desaparecem
e surgem novas na primavera
verdes e esperançosas
assim é nossa vida
como as estações
passam as emoções
e a vida continua....

marly caldas



OUTONO NOSTALGIA
Maria Tomasia


O sopro caricioso do vento
ameniza o forte calor do verão.
O céu fica com um tom cinzento,
mas não deixa de ter bela visão.

Todas as noites são bem mais escuras;
a lua pelas nuvens é escondida
As estrelas não fazem mais mesuras;
a escuridão deixa-as sem vida.

O chão parece um tapete bem tramado
pelas folhas que das árvores caem.
Mais parece um tecido todo bordado,
tão bonito que a todos atraem.

Não existe só nostalgia no outono...
Há também muita paz e alegria.
A passarada abandona seu trono
e sai cantando em perfeita harmonia.

Procura novo galho para o ninho cobrir
- bem folhudo, onde possa morar.
Não desistirá até finalmente conseguir,
e os seus ovinhos nele poder chocar.

Quando a outra estação se aproximar,
às mesmas árvores, todos voltarão.
Os filhotinhos já saberão até cantar
e uma nova família eles formarão.



Outono e Inverno
Hilda Persiani


Gosto de olhar através da minha janela
As tardes de outono, o sol se escondendo,
As folhas caindo... A paisagem já não é bela,
Os pássaros aos poucos vão desaparecendo.

O ar mais fresco, minha face acaricia,
Procuro vislumbrar nessa transformação
A semelhança com a vida , que dia a dia
Vai modificando o exterior e o coração....

Mas tudo acontece tão naturalmente,
O Outono da vida devagar vai chegando
E nos vai transformando tão sabiamente.

Ela é sutil , que nós nem vamos notando...
De repente o outono passa, nem percebemos,
Chega o inverno da vida e já envelhecemos!...

Curitiba, 03/04/2010




Outono
Eda Carneiro da Rocha
" Poeta Amor"

Outono!
As folhas caem das árvores,
fazendo um tapete,
onde meus pés andarão, descalços,
sentindo a liberdade deste eterno caminhar!

Caminharei, com pés, alma e coração,
neste bosque encantado,
onde vejo almas em botão!

Tudo conspira contra nós,
nesta natureza encantada...
Sentar-me-ei sob esta árvore frondosa,
e... apenas, divagarei!..

Pensarei no meu Amor.
Onde andará este Amor
que carrego em meus braços,
lhe dando colo ?
Um colo encantado,
um beijo enamorado
e um abraço apertado!..

Todo o carinho que precisa,
debaixo das folhas de Outono
que caem a meus pés!..

E verei a eterna criança que és,
correndo pela relva,
misturando-se, com a seiva da natureza,
dizendo ofegante, aos meus ouvidos:

Amor. é Outono, brindemos pois!




OUTONO DA VIDA
Humberto Rodrigues Neto


Das árvores, no outono vão-se as folhas,
que as abandonam ao rigor do inverno,
num ciclo natural e sempre eterno,
imune a alternativas ou escolhas.

Árvore fui, carregado de amores
que eram quais flores e folhas viçosas
a florescer em ramarias mimosas
da minha mocidade aos esplendores.

Porém as folhas desses vegetais
renascem ao chegar nova estação,
Mas as minhas, que eu tive no verão,
foram-se embora e não brotaram mais!




PÁLIDA LUZ DE OUTONO
Ceres Marylise


Estranho,
como o tempo voou!...
Mais estranho, é estar aqui,
arrepiando-me sob o frescor
desse calmo frio de outono.
Folhas roçam meus pés
cantando memórias,
meu pensamento passeia
querendo saber porque
ainda estou vinculada
à solidão de um abraço
que se congelou no tempo.
E me pergunto
onde você está agora,
sob a pálida luz
desse céu de outono,
se é muito longe
de mim.

Itabuna / BA
Outono/2011

Catálogo das Folhas Outonais
Véra Lúcia de Campos Maggioni®
Vera&Poesia®


Uma nova página pauta uma estação -
Combinação do vermelho e do amarelo,
Do ouro e turbilhão, ao ir e vir - o elo,
Ao pulso alinhado ao devir, (logo, abril)
Mutação, estratégia, queda - ascensão,
Celebração nas lâminas e bordas: Renda!


Efemeridade. Espelho - hemisférios,
Movimento giratório...
Nas folhas luz ares migratórios –
Os sóis outonais vestem peles,
Despem-nas ao esmaecer-se. –


As folhas outonais, sem pudor,
Revelam faces, ciclos, rubores,
Cambraias, pontes e tapeçarias!
Nas esquadrias dos dias em sol,
Poentes, noites e em nascentes
Linhas adjacentes!

Em 25 de março de 2011.
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/2876691




OUTONO
Odir, de passagem


Da minha vida amargo o abandono,
enquanto, apavorado, apresto espaços
onde existam do amor algum abono,
visões visíveis pros meus olhos baços.

Eu já não me pertenço nem me adono.
Para abraçar o amor estou sem braços.
Perdido estou de mim, eis-me sem dono,
de fé faminto, farto de fracassos...

A cruz me pesa, pesam-me os cansaços,
pesa-me ao verso a dor que adiciono
e que deixa os meus versos em pedaços!

Em ser feliz não mais ambiciono.
Das felícias rompi todos os laços
para assumir o som de ser outono...

JPessoa, 03.04.2011




Outono – Nostalgia
Madalena Gomes


Ah, que saudade daquela primavera
Em que meus olhos enchiam-se de flores
Dos campos de minha infância,
sofrida e encantada.

Que saudade daqueles verões cheios de
Fogo de paixões
Em que meu coração enchia-se de certezas
Do futuro tão incerto.

Ah, os meus invernos cálidos e solitários
Em que minhas lágrimas misturavam-se à chuva
E meu olhar perdia-se ante as águas que corriam
Calçadas afora...

Mas, encontrava-se lá no meio da chuva,
nos banhos alegres cheios de infância
ingênua e inquieta,
cheios de adolescência
apaixonada por tudo que tocava, sentia...

Ah, esse Outono de minha vida!
Agora sei tudo que pensava saber;
Agora sinto concreto todos os sonhos que idealizei
E temo o futuro que pensei houvesse chegado.

Mas, o futuro ainda é amanhã
Cheio de novas estações
Que abraçarão meus infinitos sonhos de Outono.

Campina Grande, PB
12.03.2011
 

Outono dos meus dias
Maria Nogueira Martinelli
(Sapeka)

Outono que vem e passa calado,
enquanto espera o inverno chegar.
Espalha sua cor de um tom amarelado
em nevoeiros que o vento leva pro mar.

Traz na lembrança o calor dos dias quentes
que outras terras distantes foram abraçar.
Faz caminhada por entre sonhos dormentes
que se recusam ainda deixar o frio entrar.

Também carrego comigo um outono,
deixando folhas no meu caminhar.
Chorando as dores de um abandono,
sem o calor do verão pra me consolar.

Santos, 04 de abril de 2011.




Para mim não é assim!
Teu outrono não tem folhas,
apagas as cores,
não vejo brilho em teu rosto,
parece-me um momento ruim..


rivkahcohen


Folhas de Outono
Ataíde Lemos


Folhas de outono espalhadas no chão
Lembrança das flores que ali estiveram
E embelezaram como também perfumaram
Proporcionando balsamo que pairou no ar.

Folhas de outono é como a saudade
Que fica depois de belos momentos
Vividos, mas agora apenas lembranças
Que somente revivem nos pensamentos.

Folhas de outono e nada mais
São luzes que se apagam
Depois do encanto do espetáculo
Que faz mágico instante no coração
E se vai aguardando uma nova estação.



Outono
Ataíde Lemos

Outono; as folhas caem
No chão enorme tapete
De folhas secas
Que aos poucos o vento
Vai levando com o tempo
A beleza de uma estação.

O tempo é como o outono
Leva consigo os momentos
De amores intensos
Deixando em silêncio
Um triste coração
Restando a lembrança
E uma nova esperança
Na próxima estação.



Outono
© Marilena Trujillo


O tempo passou voando... nem notei...
É outono e as folhas caem tristemente.
Mais um ano... de um lindo sonho se foi...
Só o inverno... será meu fiel confidente.

Mudar os ditames do destino? - Não posso!
Fecho os olhos e vejo nossos momentos...
Tudo tinha cheiro de vida... de primavera...
Onde ficou nosso amor e encantamento?...

As promessas gritam em meus ouvidos...
A dor lancinante... ecoa em meu coração...
Só nos restou vaidade... orgulho... disputa...
Sem humildade... compreensão... perdão!

O outono chegou declamando verdades...
Árvores tremem... soluçam desoladas...
Caminho lentamente.. visão ofuscada...
Tenho da existência... uma cruel estrada...

Deixo em sua pele...meu baton vermelho...
Dos nossos beijos... levo o gosto primeiro...
Aqueles... que você gulosamente.saboreava...
Quando tudo era amor... amor verdadeiro!...




Sons Outonais
Auber Fioravante Júnior


Como em uma face
As folhas caem pelo passeio
Trazendo para o olhar
O dourado, a cor daquele
Que encontrou no amor!

Sinto tua chegada
O som das lágrimas
A todo instante é mais nítido,
Lúdico infinito, hoje tão perto,
Tão meu coração!

Enfim... És tu na porta
Toda alva, toda nostálgica....
Ah! Que saudade...
Quero teu beijo, teu abraço,
Teu outono profanando o pecado
Da fruta bendita, da lira escrita,
Do amor desenhado nas estrelas
Reescrevendo a nova estação!

06/04/2011
Porto Alegre - RS



Vejo Lua por entre as nuvens
sorrio com certa nostalgia
No chão as folhas caídas...
É o outono da vida...

Itana Goulart
RJ,07/04/2011



Outonais
Tereza da Praia


Sou como este arvoredo
Fincadas suas raízes nesta praça
Invisível para os transeuntes apressados
Escondida entre carros e fumaça.

Árvore frondosa, outrora formosa.
Braços enfraquecidos, galhos retorcidos
Sinais do tempo, folhas amarelecidas.
Caem folhas, ilusões luminosas

Chega, mansamente, o frio.
A árvore treme na solidão,
Célere passou o verão
Com suas tempestuosas paixões.

Dias e Noites iguais. Caem as folhas
Foram-se as noites com sol e calor;
Os pássaros nos galhos a brincar,
O rubor das faces, o brilho do olhar.

Sem se curvar, o forte arvoredo
Prepara-se para a solidão.
Despido do verde primaveril,
Treme ao vento, feito graveto.

Folhas caem. Rolam pela face imelidas pelo tempo.
Não há dor. Há paz _ um certo embevecimento.
A nostalgia dos tons; a beleza dos sons
Magia dos sonhos coloridos em marrom.

Sonhos do amor vivido, em todo o seu colorido
Lembranças de amores esquecidos nas estações da vida.
Fruta madura do outono, pronta para ser colhida...
Árvore despida, sem verdor, mas renascida.




Outono da vida...
(Dioni Fernandes Virtuoso)

No outono da vida, as lágrimas caem feito secas folhas,
arrancadas pelo vento frio da saudade...
E forram o chão da alma de cores esmaecidas,
nublando os olhos diante da realidade...

Escorre as horas, por entre os dedos da vida,
trava-se batalha entre o Eu real e o interior...
E contra o temido e implacável tempo,
não há de se ter um vencedor...

www.sergrasan.com/dionivirtuoso
Criciúma/SC/Brasil



OUTONO!
Celina Miranda.

O outono chegou e tudo mudou!
Folhas secas voam pelo chão
Nas lindas manhãs
O vento batendo levemente
Na minha face rosada...

Nas tardes do outono!
O chão parece um tapete multicor
Faz meu coração palpitar
E minha alma levitar...

Vejo casais enamorados!
Abraçadinhos aquecidos pelo sol ameno
Saudades dos meus tempos de adolescência
Onde sentada no banco do coreto da praça
Vento toda essa beleza
Inspirava-me a escrever...

Versos de amor!
De paixão
E sonhava acordada
Que um dia iria
Amar alguém...

E nas tardes de outono!
Também iria passear abraçadinha
Com meu amor
Que eu estava a esperar...

Esse dia chegou!
E muitas tardes passei
A conversar
Fazer planos
Com meu amor
Até nós nos casarmos
Numa tarde de outono...

07/04/11.
SC.

Convidados do Grupo Alma:

Outono III
odeteronchibaltazar


Vesti-me com as tuas palavras
para ver se me reconhecias
entre as folhas do outono,
mas teus olhos estavam longe...
E sorrias...
E foi à toa
que os ventos sopraram em tua direção.
E foi em vão
que os pássaros entoaram a nossa canção.
Agora me despi como as árvores
e dormirei
entre os meus sonhos de ser tua
e os poemas que nascem das minhas mãos.



OUTONO NOSTALGIA
Paulo Silveira de Ávila

Um leve sorriso
faz a canção do dia,
no outono existencial
que tanta anima.
Nada tão sublime
promete a estrela,
brilho remoto
de berço e destino.
Junta-se pó ao ar
e tem-se o homem,
abelha obreira
de coração aberto
permite o encanto
degustando êxtase da emoção.



EM NOSTÁLGICO OUTONO
Erondina Sampaio


É como me acho nesse instante da vida,
em que as lembranças na mente trazidas,
são restos de emoções vividas.

Como uma árvore que perde as folhas
entrando em hibernação, minh'alma
se aquieta buscando a solidão.

Cada pensamento pensado, é como
um sino tinindo em meu cérebro
tentando entender o que passou.

Cada sentimento sentido trás as
imagens fortes de momentos de amor,
que nas sombras perderam a cor.

Lágrimas caem dos olhos embaçados,
que de tanto ao longe olhar
perderam a luz,
esqueceram o que é sonhar.


SOL
Franca- 16/03/2011
Obrigada querida pelo carinho
Beijo da SOL



Flor de Outono
Vuch@


Sou flor de outono...
Entre folhas caídas luto
para espargir perfume
Pétalas suaves, pasteis
que já não tem o carmim
das flores de verão
Efêmera, o tempo da estação,
já que o inverno se aproxima.
Tremulo nos galhos pendurada
olhando o céu claro de estrelas,
tentando absorver todos instantes
de uma breve mas intensa vida!



CONTRASTES
Sonia R.

gosto deste ar melancólico
que se outona no cair da tarde
e marulha a saudade
na música terna do vento
que arrasta folhas e pensamentos...

ah, estes fortes acordes serenos
- mistura de céu e inferno -
conjugam poema e dor
e parecem compor,

sublimado e inquieto,
um adágio de inverno.




AMOR DE OUTONO
Luiza Porto

Estava eu calma,
em meus sonhos de outono
Sol fraco, brisa leve
violetas róseas na janela.

Você chegou, primeiro como primavera
um céu azul, sol brilhante
Um vento suave como
borboletas dançando leve
em meu coração.

O tempo passando, você foi
ficando verão.
Vento forte, sol ardente
colocou fogo em minha vida
fez rebuliço em meus pensamentos.

Quando chegar, um dia
o inverno da despedida.
Ficará para sempre,
o lindo amor vivido.



Glosando Cidoca da Silva Velho
Gislaine Canales

OUTONO DE SONHOS

MOTE:

Folhas mortas, no abandono,
numa tarde esmaecida,
vêm lembrar o triste outono
dos sonhos de minha vida.

Folhas mortas, no abandono,
rolando pelas calçadas
parecem noites sem sono
chorando nas madrugadas!

Tudo se torna tão triste
numa tarde esmaecida,
parece que nada existe,
que nem existe mais vida!

As tardes – papel carbono
da minha desilusão,
vêm lembrar o triste outono
que chega ao meu coração!

Sigo só em meu caminho
com a esperança perdida,
com saudades do carinho
dos sonhos de minha vida.



Outono Nostalgia
Hilda Rosa


Tapete de folhas amareladas,
caminho sossegada.
Me abandono sem pudor...
Danço com as cores,
me misturo em matizes...
sou outono,
de um eterno amor.



OUTONO, NOSTALGIA...
Ervin Figueiredo


Outono, que de ti traz lembrança
Dos momentos vividos, guardados,
Em meu peito faz festa e dança
Na saudade de encantos passados.

Outono que prepara a renovação,
Deixando a vida seguir seu caminho,
Com outras cores nos aparecerão
A direção a tomar, fazer outro ninho.

Outono, me aproxima do meu inverno,
Me deixa sensível, me faz ficar terno,
E revivo coisas em meu coração !

Outono, não sabes que sou como rio ?
Mesmo gelado corro escondido em fio
Na esperança de outro verão.

17/ mar/ 2011
Americana/ SP



Outono.
Folhas caem.
Ventania.
Folha perdida no vazio.
Recesso.
Cessam os pingos.
Secam as lágrimas.
Saudade.

Cássia Vicente



Outono
Muriel Elisa Távora Niess Pokk


O outono, com carinho e sutileza,
As vestes das plantas tenta tirar.
Algumas resistem com realeza,
Nuas não querem ficar.

O Outono com raivas incontroladas,
Chama o vento para ajudar,
Quer as árvores peladas,
Para só os galhos admirar.

O vento, sem piedade,
Sopra com força os galhos,
Sacode-os com maldade,
Para deixá-los em frangalhos.

As folhas não querem sair,
Aos galhos se agarram com altivez.
Desta feita não vão cair.
Vencem, mais uma vez.



NOSTALGIAS OUTONAIS
Anna Peralva


No silêncio do tempo arfam folhas caídas.
Atreladas em danças, lentas ciladas do vento
que ora desenha manhãs tão envelhecidas!
Agita-se inquieto o âmago do sentimento...

Apartam-se cores nas aquarelas outonais,
tons amarelecidos revelam anseios antigos!
Alma hiberna o olhar nas fontes lacrimais,
nó da solidão macula o fulgor dos sentidos.

Gira a vida, constante carrossel de estações...
Gotas de saudades ponteiam a pele em invernias.
Pausa no corpo... Só retalhos de perdidas ilusões
vigiam noites virginais e ataviam suas nostalgias...



Outono
Wilton Almeida Reis


O outono de minha vida está chegando
Com o amadurecimento dos meus frutos
Com esta estação do ano vou me apegando
Com muita força sigo esse caminho resoluto.
O outono é força, bondade e fartura,
Assim como minha vida cheia de ventura
Pelos anos vividos em paz e bonança
Dando tudo de mim: minhas boas sementes,
Minha protetora sombra e muita esperança.

Após a primavera de minha vida
Da minha infância doce e querida
Eis que chegou o verão que me fez forte;
Encontrei o meu rumo, o meu verdadeiro norte
Tornando-me mais quente e passional
Amando tudo que é belo e saudável
Retirando do ventre da terra
Toda a sabedoria e abundância
Que dentro de minha alma se encerra
Um ser sensível, terno e amável.

Agora chegou o outono carregado de frutos,
Mas também de muitas folhas secas no chão
Esparramadas pelo vento
E uma melancolia em meu coração.
Ah! querido outono, doce e formoso,
Sei que somos belos e charmosos
Tu pelos frutos atraentes e gostosos
Eu por muito amor no coração!
Folhas secas são tuas lágrimas coloridas
Minhas rugas o outono do meu coração.

Com o passar do tempo tuas folhas vão caindo
Porém os teus galhos continuarão fortes,
Em meu coração uma fenda vai se abrindo,
Mas eu continuo acreditando em minha sorte.
Sei que um dia o meu corpo fenecerá
E minhas sementes plantadas na terra viverão.
Também tuas folhas caídas pelo chão
Adubando a mãe terra que revigorará.
E teus frutos novamente brotarão.
Meu corpo cairá por terra
E minha alma ao céu, iluminada, ascenderá.

Vitória da Conquista, 28.03.2011



Outono
LuliCoutinho

Oh Outono que encerra
Meu doce canto de espera
Meu olhar a flor que era
Hoje folhas secas de hera.

Noites azuis suspiradas
Memória do tempo de amada
Trazes de volta meus sonhos
Brilhe meus olhos tristonhos.

Traz-me os pássaros de luz
Os braços alados de carícia
Um rosto que por si se ilumina
Aos encantos à cantiga de uma vida.

 

 

Misted Paisagem: Anna.br
Tube Moça: Sorensen Designs
Wav: Romanse D’amour - Royal Guitar Ensemble
Arte e Criação: JoiceGuimarães

 

 

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