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CHEGASTE
Luli Coutinho Chegaste como um pássaro! Que invadindo meu quarto Voou em meus sonhos, mostrou teus encantos, E todo o teu canto, entoou como fados.
Chegaste como a brisa!
Que penteia os cabelos Acaricia o meu corpo, deixando-o quase louco, Arrepiando meus pêlos, e os segredos, poder vê-los.
Chegaste com o sutil poder!
De modificar meu ser, encantar-me e me ter; E sem que eu possa perceber, Ser somente tua, sem nunca te ter. Publicado no Recanto das Letras em 30/08/2005 Chegaste
Divagação sobre o poema de
Luli Coutinho
por
Nina Castro
Chegaste como uma asa...
Homem ou Anjo?
Chegaste como quem chega a casa.
Invadiste o meu céu... e ele tornou-se teu. Com o teu acalanto, o teu abraço, o teu encanto...
Envolveste-me nas brumas de
partilhada memória.
Iniciámos a nossa história...
E todo o teu silêncio, soou como fados.
Não tristes, não desencantados, mas desafios....
De sedução ornamentados.
Passos por Jardins da Mente... alados.
Chegaste como vento quente!
Que (des)penteia os meus longos cabelos Afaga o meu ser, que na ausência te sente!
E o teu nome clama... em murmúrio
rouco.
Deixando o meu peito, de vontade
de ti, quase louco,
Arrepiando os meus pelos,
Dos meus sonhos fizeste novelos....
E os segredos... na minha
nudez... podes vê-los.
Chegaste com o subtil poder
De modificar o meu ser, de me encantar e me envolver. E, sem que eu o pudesse perceber,
Ou negar, ou não querer...
Ou gritar que sim e te
escolher....
Fizeste-me somente tua, sem te
ter.
Arte e Formatação: Veruska
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