A Deusa dos
Teus Dias
Deusa dos meus
Dias
Luli Coutinho
Francisco Coimbra
Nos traços da
cachemira em tradução
Há linhas coloridas em
versos garridos
Na ilusão de uma deusa nua e
indiana
Toda sedução da seda mais pura e
fina
Voejo véus na transparência e sedução
Meus sentimentos soltam-se
alaridos
E este amor tão
presente traz saudade
De dias imensos de prazeres
vorazes
Envolvido às danças sutis da verdade
Meu discurso é o curso do rio ao
mar
Nos arabescos do adamascado quente
Procurando chegar em ondas
fugazes
Nos ideogramas
estampados da seda
Escrevo o luxo e a luxúria ao
praticar
Recebo versos de amor de um passado
A história duma memória que é o
lar
Relembro vidas e visões do sonhado
Rumando o futuro do presente
estar
Trago cheiros
almiscarados de amor
Libertando pela pele aromas
íntimos
O jardim florido no castelo entardecer
Em arabescos o mais belo do
sonhar
Em sonhos e visagens às fadas do
ser
As palavras escrevem se assistimos…
Recebo o Sol em
cores raras e ardente
Existindo a existência
acende chama
Numa alquimia de magia as ousadias
Quanto calor no cadinho tudo
afina
Transformo-me na deusa dos teus
dias
Engrossando O desejo grosso se
ama
08/01/12
Açores- Portugal