LAMENTO/
LENTO
Luli Coutinho/ Francisco Coimbra
Toma nos lábios o silêncio
Soletro mudo o som vazio
Escuta baixinho o lamento atento
Um
lento refúgio do cansaço
Que traz na música ramos
de amor
Onde viajo até sentir-me
vadio
E muita saudade que
insiste aqui
Preenche-se a versos do que
faço
Os teus retratos rasgados
Faço filmes sem nada fazer
Deixaram
o amor aos pedaços
Flutuo a viver da
existência
Meu olhar naufragado às
águas
Onde respiro do interior
ser
Hoje na face são rugas de dor
Energia viva a sobrevivência
Traz a fragilidade dos
pássaros
O cântico e cantos de
Lamento
Chilreando cantos do amor à
alma
Passam da ave que desceu
do ar
Abraça a serenidade da doce
calma
Fazendo à tristeza meu
contento
Ao meu colo descansa teu
amor
Pois vindo de longe veio ela
poisar
Cada hora que passa ventos
desata
São as nuvens a mudar de
forma
Um violino que toca a sofrida
dor
Ganhando céu tonalidades novas
Morre agora em algum lugar do mundo
Sem a decisão de tudo transforma
Não mais te acho a procura de mim!
Neste entanto, o dia à noite renova
18/01/10 – 20/01/10
São Paulo – SP –
Açores – PORTUGAL