Na Calada da Noite...
 
Mary Trujillo
 
Ainda que teu trabalho... seja na calada
Da noite... sob o manto dos covardes...
Deus é meu guia.. "Ele" me faz forte...
A verdade sempre chega... cedo ou tarde...
 
O que dizer de alguém que perdeu o rumo?
Segue minha consciência... leve e serena...
Fui eu a primeira... a te estender a mão...
Não serei eu... quem irá ditar tua pena!...
 
Ainda que grossas lágrimas invadam-me
O rosto, por mais uma ferida, outro desgosto,
Elevo o pensamento ao alto... confiante...
Seguirei de coração manso... e exposto...
 
Seguirá tua perfídia fazendo estragos...
Mas só atingirás os fracos e incapazes...
Quem sabe... aqueles que não conseguem
Avaliar... enxergar as maldades que fazes...
 
Sigo meu caminho... vou altiva... sem medo...
Não esqueças que nada passa sem seu tempo...
Morre sem ser descoberto, quando é de um só,
Um segredo... A vida... faz o contratempo...
 
Encontras-te hoje orgulhosa... ares de vitoriosa,
Mas caminhas  para o inferno do arrependimento.
Que glória pode ter... quem não é leal consigo mesmo?
E usa a calúnia... a mentira... como instrumento?...
 
Deixo-te os louros... a coroa... a suposta guerra
Vencida... Teu orgulho de algo, que jamais foi nada!
Mas vou feliz comigo... sem qualquer peso por dentro.
Segue na inveja... que te armou essa encruzilhada...
 
24.11.2006
 
Respeite os direitos autorais
 

Publicado no Recanto das Letras em 28/11/2006
Código do texto: T303451
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tubes Luz Cristina
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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