Prelúdio à Vida
Os rios
sonolentos
Não traziam a paz que fui buscar
Nem as terras remexidas aos
lamentos
Faziam de uma rosa um leve suspirar
Aquela brisa pura
e nua
Com carícias de me arrepiar
Descansou meu colo em doçura
Como asa
de borboleta ventar
E o dia cresceu
entre a terra e o céu
Numa imensidão dourada, facho de luz!
Inundou com
fogo teu corpo de lis
Enlaçando-o, perdendo-se no ar.
Uma estrela a este
mesmo céu movida
Ficaste como quem promete a sorte
Sabendo que dos sonhos
será guarida
Iluminando noites aquecendo forte
Vida trará vidas,
doces a vida!
Caminhos de luz em vigília, eterno luzeiro!
Farol de amor
irradiando em silencio
Anjo de luz a um prenúncio indolor.
Luli
Coutinho
LuliCoutinho
Publicado no Recanto das Letras em
18/07/2010
Código do texto: T2385421
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