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Segredos da
Alma
LuliCoutinho
Trago nos olhos A saudade febril
dos sonhos A ausência constante da cor Na cantiga presente no
amor
Ouço dos lábios da lua Palavras duras e
cruas Minha boca hoje tão nua Destila o fel da
desventura
Meu coração tão vazio Num aperto total
desvario Um opaco cristal sem valor Em pedra lapidada na
dor
Meus sonhos sem enredos Diluem no ar e entre os
dedos Persiste a lágrima que escorre Num rosto exangue que
morre
Esta flor ressequida Que hoje se vinga
sensitiva Jaz sem guarida esquecida Segredos da alma
doída!
29/11/09 São Paulo -
SP
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