Quatro santistas na festa
do "Grupo SEMPRE_SENSUAL"
Tere Penhabe

Para os quatro convidados
foi um imenso prazer
na festa comparecer
recebendo tanto agrado
cantando ou sendo cantado
coisa melhor nunca vi
karaokê bom assim
quero repetir a dose
mas pra não perder a pose
guarda a bolsa da Cici.

A festa foi animada
muita alegria e sorrisos
mais até do que é preciso
gente pra lá de humorada
estava lá agrupada
não posso escrever aqui
nome de todos que vi
porque se eu errar, "é dose"
mas pra não perder a pose
guarda a bolsa da Cici.

A madrugada chegava
sem pressa de ir embora
mas tudo tem sua hora
a nossa já se mostrava
que a serra nos esperava
antes de chegar aqui
e pra topar com o saci
não precisa muita coisa
mas pra não perder a pose
guarda a bolsa da Cici.

Não é neurose ou enfado
a cantilena da bolsa
sendo velha ou sendo moça
ninguém escapa do fado
que isso é fato sagrado
no oriente ou aqui
mulher sempre faz xixi
Maria, Terê ou Rose
mas pra não perder a pose
guarda a bolsa da Cici.

Que ao sair pela estrada
a fome bateu no buxo
e resolvemos sem luxo
parar lá no "Frango Assado"
para um misto e um pingado
o sanduba é bom ali
mesmo assim teve um piti
queda de humor ou glicose
mas pra não perder a pose
guarda a bolsa da Cici.

E todo mundo lanchado
sem nada pra reclamar
no carro fomos entrar
(ah, minuto malfadado!)
porca torceria o rabo
nossa amiga, bem ali
lembrou de fazer xixi
não que ela não fosse
mas pra não perder a pose
guarda a bolsa da Cici.

Que a dita ficou por lá
pendurada atrás da porta
e naquela hora morta
quem é que ia se lembrar
da moçoila, inspecionar
ver se estava tudo ali
depois do puto xixi
com sono que nem virose
mas pra não perder a pose
guarda a bolsa da Cici.

Já aqui no pé da serra
o grito saiu abafado
deixou o Ed apavorado
que era um grito de guerra
daqueles de quando emperra:
- SÃO LONGUINHO, AI DI MIM!!!
MINHA BOLSA FICOU ALI!!!
GENTE DO CÉU, VAI SER DOSE!!
que a filhota perde a pose!!!!
dizia a pobre Cici.

Foi um xororô danado
nem gosto de me lembrar
Sapekinha a consolar
a xixizenta lesada
dizendo que não foi nada
e nisso aumentava o pranto
(lá foi meus duzentos conto)
e o pobre do Solitário
procurando o salafrário
do retorno e não encontra.

Chegou a me dar gastura
do drama que se passava
que uma ria outra chorava
a Cici sempre na turra:
- eu mereço é uma surra!
Sapeka fazia a festa
só riso que desembesta
e naquele tempo quente
Cici diz: sou reincidente
quero uma bolsa que berra.

Ed vê chance na estrada...
meteu a butina e voltou
mas quando ao Frango chegou
outra mijona safada
tendo lá feito parada
pro costumeiro xixi
vendo a bolsa da Cici
claro que se apossou
e nem sombra ela deixou
da bolsa que tava ali.

Foi então que o segurança:
é telefone pra lá
é telefone pra cá...
na verdade, só lambança
queria mesmo é distância
de tamanha gritaria
da mijona em histeria
que perdera a sua bolsa
para alguma outra moça
o que causara a folia.

Então baixou a Iançã
na amiga Sensual
porque lembrar foi fatal
já no fulgor da manhã
do maldito sutiã
que na festa foi tirando
porque estava machucando
sem sequer imaginar
que alguém ia se apossar
do rendado, no nefando.

Então foi isso, amigos
a festa foi de arromba
valeu mesmo pra caramba
não fosse a tal mijação
que causou a confusão
a noite seria perfeita
que melhor ninguém ajeita
agradeço a acolhida
dessa turma tão querida
no karaokê de Moema.

Fica uma dedicatória
dessa vasta experiência
vale dizer, uma crença:
_a moral dessa história_
que não tem lá muita glória
mas quando fizer xixi
se deixar a bolsa ali
seja mulher, seja homem
anotem o telefone
e levem quando partir.

Santos, 16.09.2007... the after day

 
 (mais fotos abaixo)
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