O olho do furacão

Watfa





E chispa o vento em pontas afiadas
Põe ao chão, inclemente, troncos nus
Choram vermelhas pétalas jogadas
Largadas ao acaso, sem sua luz.


As nuvens de poeira, em negros cones,
Arrastam, impiedosas, o que passa.
Natureza, cansada e insone,
Chora co´as grossas gotas `ameaça.


Olho do furacão, em meio às cores,
Tenta apagar, da inveja, o motivo
Seus tons esmaecidos, sem amores,
O castra e enfurece; é repulsivo!


Beleza que circunda a pradaria
Com seus perfumes, tons vivos, brilhantes,
Faz do cinza-poeira, sua agonia.
Eis o porquê da fúria de instantes.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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